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Liturgia Diária

28 Setembro 2026

Evangelho e palavra do dia - o pensamento do dia
  • Evangelho e palavra do dia 28 setembro 2026

    Leitura do Livro de Jó
    1,6-22

    Um dia,
    foram os filhos de Deus apresentar-se ao Senhor;
    entre eles também Satanás.

    O Senhor, então, disse a Satanás: 

    "Donde vens?"
    "Venho de dar umas voltas pela terra", 

    respondeu ele.

    O Senhor disse-lhe:
    "Reparaste no meu servo Jó?
    Na terra não há outro igual:
    é um homem íntegro e correto,
    teme a Deus e afasta-se do mal".

    Satanás respondeu ao Senhor:
    "Mas será por nada que Jó teme a Deus?

    Porventura não levantaste 

    um muro de proteção ao redor dele, 

    de sua casa e de todos os seus bens?
    Tu abençoaste tudo o que ele fez,
    e seus rebanhos cobrem toda a região.

    Mas, estende a mão e toca em todos os seus bens;
    e eu garanto que ele te lançará maldições no rosto!"

    Então o Senhor disse a Satanás: 

    "Pois bem,
    de tudo o que ele possui, podes dispor,
    mas não estendas a mão contra ele".
    E Satanás saiu da presença do Senhor.

    Ora, num dia em que os filhos e filhas de Jó
    comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho,

    um mensageiro veio dizer a Jó:
    "Estavam os bois lavrando 

    e as mulas pastando a seu lado,

    quando, de repente, 

    apareceram os sabeus e roubaram tudo,
    passando os criados ao fio da espada.
    Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia".

    Estava ainda falando, 

    quando chegou outro e disse:
    "Caiu do céu o fogo de Deus 

    e matou ovelhas e pastores,
    reduzindo-os a cinza.
    Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia".

    Este ainda falava, quando chegou outro e disse:
    "Os caldeus, divididos em três bandos,
    lançaram-se sobre os camelos e levaram-nos consigo,
    depois de passarem os criados ao fio da espada.
    Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia".

    Este ainda falava, quando chegou outro e disse:
    "Teus filhos e tuas filhas 

    estavam comendo e bebendo vinho
    na casa do irmão mais velho,

    quando um furacão se levantou das bandas do deserto
    e se lançou contra os quatro cantos da casa,
    que desabou sobre os jovens e os matou.
    Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia".

    Então, Jó levantou-se,
    rasgou o manto,
    rapou a cabeça,
    caiu por terra
    e, prostrado, disse:

    "Nu eu saí do ventre de minha mãe
    e nu voltarei para lá.
    O Senhor deu, o Senhor tirou;
    como foi do agrado do Senhor,
    assim foi feito.
    Bendito seja o nome do Senhor!"

    Apesar de tudo isso,
    Jó não cometeu pecado
    nem se revoltou contra Deus.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,46-50

    Naquele tempo,

    houve entre os discípulos uma discussão,
    para saber qual deles seria o maior.

    Jesus sabia o que estavam pensando.
    Pegou então uma criança, colocou-a junto de si

    e disse-lhes:
    "Quem receber esta criança em meu nome,
    estará recebendo a mim.
    E quem me receber,
    estará recebendo aquele que me enviou.
    Pois aquele que entre todos vós for o menor,
    esse é o maior".

    João disse a Jesus:
    "Mestre, vimos um homem 

    que expulsa demônios em teu nome.
    Mas nós o proibimos, 

    porque não anda conosco".

    Jesus disse-lhe:
    "Não o proibais, pois quem não está contra vós,
    está a vosso favor".

    Jesus, (...) depois de ter falado da primazia do serviço, faz um gesto. Vimos que os gestos de Jesus são mais fortes do que as palavras que usa. E qual foi o gesto? Ele pega num menino e coloca-a no meio dos discípulos, no centro, no lugar mais importante. O menino, no Evangelho, não simboliza a inocência, mas a pequenez. Porque os mais pequeninos, como as crianças, dependem dos outros, dos adultos, precisam de receber. Jesus abraça aquele menino e diz que quem acolhe um pequenino, uma criança, é a Ele que acolhe. Eis, antes de mais, quem servir:  quantos precisam de receber e não têm como restituir. (...) Ao acolher aqueles que estão à margem, negligenciados, acolhemos Jesus, porque Ele está ali. E num pequenino, num pobre a quem servimos, também nós recebemos o terno abraço de Deus. Amados irmãos e irmãs, interpelados pelo Evangelho, perguntemo-nos: será que eu, que sigo Jesus, me interesso por aqueles que são mais negligenciados? Ou, como os discípulos daquele dia, procuro gratificação pessoal? Será que entendo a vida como uma competição para criar espaço para mim mesmo à custa dos outros, ou será que acredito que sobressair é servir? E, concretamente: dedico tempo a algum “pequenino”, a uma pessoa que não tem os meios para restituir? Ocupo-me de alguém que não me pode restituir, ou apenas dos meus parentes e amigos?  (Papa Francisco, Angelus de 19 de setembro de 2021)

  • Evangelho e palavra do dia 27 setembro 2026

    PRIMEIRA LEITURA

    Leitura da Profecia de Ezequiel
    18,25-28

    Assim diz o Senhor:

    Vós andais dizendo:
    "A conduta do Senhor não é correta.
    Ouvi, vós da casa de Israel:
    É a minha conduta que não é correta,
    ou antes é a vossa conduta que não é correta?

    Quando um justo se desvia da justiça,
    pratica o mal e morre,
    é por causa do mal praticado que ele morre.

    Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou
    e observa o direito e a justiça,
    conserva a própria vida.

    Arrependendo-se de todos os seus pecados,
    com certeza viverá;
    não morrerá".

     

    SEGUNDA LEITURA 

    Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
    2,1-11

    Irmãos:

    Se existe consolação na vida em Cristo,
    se existe alento no mútuo amor,
    se existe comunhão no Espírito,
    se existe ternura e compaixão,

    tornai então completa a minha alegria:
    aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor;
    vivei em harmonia, procurando a unidade.

    Nada façais por competição ou vanglória

    mas, com humildade, cada um julgue
    que o outro é mais importante,

    e não cuide somente do que é seu,
    mas também do que é do outro.

    Tende entre vós o mesmo sentimento
    que existe em Cristo Jesus.

    Jesus Cristo, existindo em condição divina,
    não fez do ser igual a Deus uma usurpação,

    mas esvaziou-se a si mesmo,
    assumindo a condição de escravo
    e tornando-se igual aos homens.
    Encontrado com aspecto humano,

    humilhou-se a si mesmo,
    fazendo-se obediente até à morte,
    e morte de cruz.

    Por isso, Deus o exaltou acima de tudo

    e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

    Assim, ao nome de Jesus,
    todo joelho se dobre no céu,
    na terra e abaixo da terra,

    e toda língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor!"
    — para a glória de Deus Pai.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
    21,28-32

    Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes
    e anciãos do povo:

    "Que vos parece?
    Um homem tinha dois filhos.
    Dirigindo-se ao primeiro, ele disse:
    'Filho, vai trabalhar hoje na vinha!'

    O filho respondeu: 'Não quero'.
    Mas depois mudou de opinião e foi.

    O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa.
    Este respondeu: 'Sim, senhor, eu vou'.
    Mas não foi.

    Qual dos dois fez a vontade do pai?"
    Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam:
    "O primeiro".
    Então Jesus lhes disse: 

    "Em verdade vos digo,
    que os cobradores de impostos e as prostitutas
    vos precedem no Reino de Deus.

    Porque João veio até vós, num caminho de justiça,

    e vós não acreditastes nele.
    Ao contrário,
    os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele.
    Vós, porém, mesmo vendo isso,
    não vos arrependestes para crer nele".

    Se o teu coração não é um coração arrependido, se tu não escutas o Senhor, não aceitas a correção e não confias n’Ele, tu tens um coração não arrependido. Mas esses hipócritas que se escandalizam com isto que Jesus diz sobre os publicanos e as prostitutas, mas depois às escondidas iam até eles, ou para desabafar suas paixões ou para fazer negócios – mas tudo às escondidas –, eram puros! E a estes o Senhor não quer. (...) Esses não podem receber a Salvação. Eles estão fechados à Salvação. ‘Deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre; confiará no nome do Senhor’, por toda a vida. E isso até hoje, não é? Quando vemos o santo povo de Deus que é humilde, que tem as suas riquezas na fé no Senhor, na confiança no Senhor – o povo humilde, pobre, que confia no Senhor: e estes são os salvos e este é o caminho da Igreja, não é? Deve ir por este caminho, não pelo outro caminho que não escuta a voz, que não aceita a correção e não confia no Senhor. (...)  Quando formos capazes de dizer ao Senhor: ‘Senhor, estes são os meus pecados – não são daquele ou daquele outro, são os meus… São os meus. Toma-os tu e assim eu serei salvo’ – quando nós formos capazes de fazer isso, seremos aquele belo povo, ‘povo humilde e pobre’, que confia no nome do Senhor. Que o Senhor nos conceda esta graça. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 16 de dezembro de 2014)

  • Evangelho e palavra do dia 26 setembro 2026

    Leitura do Livro do Eclesiastes
    11,9-12,8

    Alegra-te, jovem, na tua adolescência,
    e que o teu coração repouse no bem 

    nos dias da tua juventude;
    segue as aspirações do teu coração
    e os desejos dos teus olhos;
    fica sabendo, porém,
    que de tudo isso Deus te pedirá contas.

    Tira a tristeza do teu coração,
    e afasta a malícia do teu corpo,
    pois a adolescência e a juventude são vaidade.

    Lembra-te do teu Criador nos dias da juventude,
    antes que venham os dias da desgraça
    e cheguem os anos dos quais dirás:
    "Não sinto prazer neles";

    - antes que se obscureçam o sol, a luz,
    a lua e as estrelas,
    e voltem as nuvens depois da chuva;

    quando os guardas da casa começarem a tremer,
    e se curvarem os homens robustos;
    quando as poucas mulheres cessarem de moer,
    e ficarem turvas as vistas 

    das que olham pelas janelas

    e se fecharem as portas que dão para a rua;
    quando enfraquecer o ruído do moinho,
    e os homens se levantarem ao canto dos pássaros,
    e silenciarem as vozes das canções,

    e houver medo das alturas 

    e sobressaltos no caminho,
    enquanto a amendoeira floresce,
    o gafanhoto se arrasta
    e a alcaparra perde o seu gosto,
    porque o homem se encaminha para a morada eterna,
    e os que choram já rondam pelas ruas;

    - antes que se rompa o cordão de prata
    e se despedace a taça de ouro,
    a jarra se parta na fonte,
    a roldana se arrebente no poço,

    - antes que volte o pó à terra, de onde veio,
    e o sopro de vida volte a Deus que o concedeu.

    Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes,
    tudo é vaidade.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,43b-45

    Naquele tempo,

    todos estavam admirados
    com todas as coisas que Jesus fazia.
    Então Jesus disse a seus discípulos:

    "Prestai bem atenção às palavras que vou dizer:
    O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens".

    Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia.
    O sentido lhes ficava escondido,
    de modo que não podiam entender;
    e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

    Eles tinham medo da cruz. O próprio Pedro, após aquela solene confissão na região de Cesareia de Filipe, quando Jesus diz isso outra vez, repreende o Senhor, dizendo-lhe: “Não, jamais, Senhor! Isso não!” Ele tinha medo da cruz. Mas não apenas os discípulos, não apenas Pedro: o próprio Jesus tinha medo da cruz. Ele não podia enganar a si mesmo, Ele sabia. E tão grande era o seu medo que, na noite daquela quinta-feira, suou sangue. Tão grande era o medo de Jesus que disse quase as mesmas palavras de Pedro. Quase. “Pai, afasta de mim este cálice”; mas acrescentou: “seja feita a tua vontade”. Esta é a diferença. (…) Devemos pedir a graça de não fugir da cruz quando ela vier. Com medo, é verdade, ela nos dá medo. (…) Muito próxima de Jesus na cruz está a sua mãe, a sua mamãe. Nós rezamos a ela e será bom pedir-lhe que nos conceda a graça não de tirar o temor – é natural ter medo da cruz –, mas de não nos apavorarmos e fugirmos da cruz. Ela estava lá e sabe como se deve estar perto da cruz. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 28 de setembro de 2013)

  • Evangelho e palavra do dia 25 setembro 2026

    Leitura do Livro do Eclesiastes
    3,1-11

    Tudo tem seu tempo.

    Há um momento oportuno
    para tudo que acontece debaixo do céu.

    Tempo de nascer e tempo de morrer;
    tempo de plantar e tempo de colher a planta.

    Tempo de matar e tempo de salvar;
    tempo de destruir e tempo de construir.

    Tempo de chorar e tempo de rir;
    tempo de lamentar e tempo de dançar.

    Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar;
    tempo de abraçar e tempo de se separar.

    Tempo de buscar e tempo de perder;
    tempo de guardar e tempo de esbanjar.

    Tempo de rasgar e tempo de costurar;
    tempo de calar e tempo de falar.

    Tempo de amar e tempo de odiar;
    tempo de guerra e tempo de paz.

    Que proveito tira o trabalhador de seu esforço?

    Observei a tarefa que Deus impôs aos homens,
    para que nela se ocupassem.

    As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno.
    Além disso, ele dispôs que fossem permanentes;
    no entanto o homem jamais chega a conhecer
    o princípio e o fim da ação que Deus realiza.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,18-22

    Aconteceu que Jesus 

    estava rezando num lugar retirado,

    e os discípulos estavam com ele.
    Então Jesus perguntou-lhes:
    "Quem diz o povo que eu sou?"

    Eles responderam: 

    "Uns dizem que és João Batista;
    outros, que és Elias; 

    mas outros acham
    que és algum dos antigos profetas que ressuscitou".

    Mas Jesus perguntou: 

    "E vós, quem dizeis que eu sou?"

    Pedro respondeu: 

    "O Cristo de Deus".

    Mas Jesus proibiu-lhes severamente
    que contassem isso a alguém.

    E acrescentou: 

    "O Filho do Homem deve sofrer muito,

    ser rejeitado pelos anciãos,
    pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei,
    deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia".

    «Quem dizem os homens», interpela Jesus «que é o Filho do Homem?» Em primeiro lugar, há a resposta (...) a das pessoas comuns. Para elas, o Nazareno não é um “charlatão”: é um homem justo, corajoso, que fala bem e que diz coisas certas, como outros grandes profetas da história de Israel. (...) Porém, porque essas pessoas o consideram apenas um homem, no momento do perigo, durante a Paixão, também elas o abandonam e vão embora, desiludidas. (...) Ainda hoje, não faltam contextos nos quais Jesus, embora apreciado como homem, é simplesmente reduzido a uma espécie de líder carismático ou super-homem, e isto não apenas entre os não crentes, mas também entre muitos batizados, que acabam por viver, a este nível, num ateísmo prático. Este é o mundo que nos está confiado e no qual, como tantas vezes nos ensinou o Papa Francisco, somos chamados a testemunhar a alegria da fé em Cristo Salvador. Por isso, também para nós, é essencial repetir: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». É essencial fazê-lo, primeiramente, na nossa relação pessoal com Ele, no empenho em percorrer um caminho quotidiano de conversão. Mas depois também, como Igreja, vivendo juntos a nossa pertença ao Senhor e levando a todos a sua Boa Nova. (Papa Leão XIV, Homilia de 9 de maio de 2025)

  • Evangelho e palavra do dia 24 setembro 2026

    Leitura do Livro do Eclesiastes
    1,2-11

    "Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes,
    vaidade das vaidades!
    Tudo é vaidade".

    Que proveito tira o homem de todo o trabalho
    com o qual se afadiga debaixo do sol?

    Uma geração passa, outra lhe sucede,

    enquanto a terra permanece sempre a mesma.

    O sol se levanta, o sol se deita,
    apressando-se para voltar ao seu lugar,
    donde novamente torna a levantar-se.

    Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte,
    ora para cá, ora para lá,
    vai soprando o vento,
    para retomar novamente o seu curso.

    Todos os rios correm para o mar,
    e contudo o mar não transborda;
    voltam ao lugar de onde saíram
    para tornarem a correr.

    Tudo é penoso,
    difícil para o homem explicar.
    A vista não se cansa de ver,
    nem o ouvido se farta de ouvir.

    O que foi, será;
    o que aconteceu, acontecerá:

    não há nada de novo debaixo do sol.
    Uma coisa da qual se diz: 

    "Eis aqui algo de novo",
    também esta já existiu 

    nos séculos que nos precederam.

    Não há memória do que aconteceu no passado,
    nem também haverá lembrança do que acontecer,
    entre aqueles que viverão depois.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,7-9

    Naquele tempo,

    o tetrarca Herodes ouviu falar
    de tudo o que estava acontecendo,
    e ficou perplexo, porque alguns diziam
    que João Batista tinha ressuscitado dos mortos.

    Outros diziam que Elias tinha aparecido;

    outros ainda, 

    que um dos antigos profetas tinha ressuscitado.

    Então Herodes disse: 

    "Eu mandei degolar João.
    Quem é esse homem, 

    sobre quem ouço falar essas coisas?"
    E procurava ver Jesus.

    Jesus se conhece no dia a dia cotidiano. (...) Sim, deve-se conhecer Jesus no Catecismo. Mas não é suficiente conhecê-lo com a mente: é um passo. Porém, a Jesus é necessário conhecê-lo no diálogo com Ele, falando com Ele, na oração, de joelhos. Se você não reza, se você não fala com Jesus, você não o conhece. Você sabe coisas sobre Jesus, mas não tem aquele conhecimento que o coração lhe dá na oração. Conhecer Jesus com a mente, no estudo do Catecismo; conhecer Jesus com o coração, na oração, no diálogo com Ele. Isso nos ajuda bastante, mas não é suficiente... Há um terceiro caminho para conhecer Jesus: é o seguimento. Ir com Ele, caminhar com Ele. (...) Não se pode conhecer Jesus sem se envolver com Ele, sem apostar a vida por Ele. Quando tanta gente — inclusive nós — se faz esta pergunta: ‘Mas quem é este?’, a Palavra de Deus nos responde: ‘Tu queres conhecer quem é este? Leia o que a Igreja te diz sobre Ele, fala com Ele na oração e caminha na estrada dele com Ele. Assim, tu conhecerás quem é este homem’. Este é o caminho!" (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 26 de setembro de 2013)

  • Evangelho e palavra do dia 23 setembro 2026

    Leitura do Livro dos Provérbios
    30,5-9

    A Palavra de Deus é comprovada.
    Ele é um escudo para os que nele se abrigam.

    Não acrescentes nada às suas palavras,
    para que ele não te repreenda 

    e passes por mentiroso!

    Duas coisas eu te pedi;
    não mas recuses, antes de eu morrer:

    afasta de mim a falsidade e a mentira,
    não me dês pobreza nem riqueza,
    mas concede-me o pão que me é necessário.

    Não aconteça que, saciado, eu te renegue
    e diga: "Quem é o Senhor?"
    Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar
    e profane o nome de meu Deus.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    9,1-6

    Naquele tempo,

    Jesus convocou os Doze,
    deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios
    e para curar doenças,

    enviou-os a proclamar o Reino de Deus
    e a curar os enfermos

    E disse-lhes: 

    "Não leveis nada para o caminho:
    nem cajado, nem sacola, nem pão,
    nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas.

    Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí;
    e daí é que partireis de novo.

    Todos aqueles que não vos acolherem,
    ao sairdes daquela cidade,
    sacudi a poeira dos vossos pés, 

    como protesto contra eles".

    Os discípulos partiram e percorriam os povoados,
    anunciando a Boa-Nova

    e fazendo curas em todos os lugares.

    Não há ir sem estar: antes de enviar os discípulos em missão, Cristo - diz o Evangelho – “reúne-os” (cf. Mt 10, 1). O anúncio nasce do encontro com o Senhor; toda a atividade cristã, especialmente a missão, começa a partir dali. Não se aprende numa academia: não! Começa pelo encontro com o Senhor. Com efeito, testemunhá-lo significa irradiá-lo; mas, se não recebermos a sua luz, extinguir-nos-emos; se não o frequentarmos, anunciar-nos-emos a nós próprios e não a Ele – anuncio-me a mim mesmo, não a Ele - e tudo será vão. Portanto, só a pessoa que andar com Ele poderá anunciar o Evangelho de Jesus. Quem não andar com Ele não pode anunciar o Evangelho. Anunciará ideias, mas não o Evangelho. Mas de igual modo não há estar sem ir. Na realidade, seguir Cristo não é algo intimista: sem anúncio, sem serviço, sem missão, a relação com Jesus não cresce. (…) Em síntese: temos um dom, por isso somos chamados a fazer-nos dom; recebemos um dom e a nossa vocação consiste em tornar-nos dom para os outros; em nós há a alegria de ser filhos de Deus, e ela deve ser partilhada com os irmãos e irmãs que ainda não o conhecem! Esta é a razão do anúncio. Ir e anunciar a alegria daquilo que recebemos. (…) Eis como se anuncia: mostrando Jesus, mais do que falando de Jesus. E como mostramos Jesus? Com o nosso testemunho. (Papa Francisco, Audiência Geral de 15 de fevereiro de 2023)

  • Evangelho e palavra do dia 22 setembro 2026

    Leitura do Livro dos Provérbios
    21,1-6.10-13

    O coração do rei nas mãos do Senhor 

    é como água corrente;
    ele o dirige para onde quer.

    O homem pensa que o seu caminho é sempre reto,
    mas é o Senhor quem sonda os corações.

    Praticar a justiça e o direito
    é mais agradável ao Senhor do que os sacrifícios.

    Olhar arrogante e coração orgulhoso,
    a lâmpada dos malvados não é senão o pecado.

    Os projetos do homem aplicado produzem abundância,
    mas todos os apressados só alcançam indigência.

    Tesouros adquiridos com língua mentirosa
    são ilusão passageira dos que procuram a morte.

    A alma do malvado deseja o mal,
    ele olha sem piedade para o seu próximo.

    Quando se castiga o zombador, aprende o imbecil,
    e quando o sábio é instruído, ele adquire mais saber.

    O justo observa a casa do ímpio
    e leva os ímpios à desgraça.

    Quem tapa os ouvidos ao clamor do pobre,
    também há de clamar, mas não será ouvido.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
    8,19-21

    Naquele tempo,

    a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se,
    mas não podiam chegar perto dele, 

    por causa da multidão.

    Então anunciaram a Jesus:
    "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora 

    e querem te ver".

    Jesus respondeu:
    "Minha mãe e meus irmãos são aqueles
    que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática".

    Jesus continuava a falar às pessoas, amava as pessoas e amava a multidão, a tal ponto que diz: ‘estes que me seguem, esta multidão imensa, são minha mãe e meus irmãos, são estes’. E explica: ‘aqueles que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática’. Estas são as duas condições para seguir a Jesus: escutar a Palavra de Deus e pô-la em prática. Esta é a vida cristã, nada mais. Simples, simples.(...)  Toda vez que fazemos isso — abrimos o Evangelho, lemos um trecho e nos perguntamos: ‘Com isso Deus fala comigo, diz algo para mim? E se diz algo, o que me diz?’ —, isso é escutar a Palavra de Deus, escutá-la com os ouvidos e escutá-la com o coração. Abrir o coração à Palavra de Deus. Os inimigos de Jesus escutavam a Palavra de Jesus, mas estavam perto dele para tentar achar um erro, para fazê-lo escorregar e perder a autoridade. Mas nunca se perguntavam: ‘O que Deus diz para mim nesta Palavra?’ E Deus não fala só a todos: sim, fala a todos, mas fala a cada um de nós. O Evangelho foi escrito para cada um de nós. (…) O Senhor sempre semeia a sua Palavra; pede apenas um coração aberto para escutá-la e boa vontade para pô-la em prática. Por isso, então, que a oração de hoje seja a do Salmo: ‘Guia-me, Senhor, pelo caminho dos teus mandamentos’, ou seja, pelo caminho da tua Palavra, e para que eu aprenda, sob a tua guia, a colocá-la em prática. (Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 23 de setembro de 2014)

     

     

  • Evangelho e palavra do dia 21 setembro 2026

    Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios
    4,1-7.11-13

    Irmãos,

    eu, prisioneiro no Senhor, 

    vos exorto a caminhardes 

    de acordo com a vocação que recebestes:

    Com toda a humildade e mansidão,

    suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor.

    Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito
    pelo vínculo da paz.

    Há um só Corpo e um só Espírito,
    como também é uma só a esperança 

    à qual fostes chamados.

    Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo,

    um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos,

    age por meio de todos e permanece em todos.

    Cada um de nós recebeu a graça
    na medida em que Cristo lha deu.

    E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos,
    outros como profetas,
    outros ainda como evangelistas,
    outros, enfim, como pastores e mestres.

    Assim, ele capacitou os santos para o ministério,
    para edificar o corpo de Cristo,

    até que cheguemos todos juntos à unidade da fé
    e do conhecimento do Filho de Deus,
    ao estado do homem perfeito
    e à estatura de Cristo em sua plenitude.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
    9,9-13

    Naquele tempo,

    Jesus viu um homem chamado Mateus,
    sentado na coletoria de impostos,
    e disse-lhe: 

    "Segue-me!"
    Ele se levantou e seguiu a Jesus.

    Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus,
    vieram muitos cobradores de impostos e pecadores
    e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.

    Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: 

    "Por que vosso mestre 

    come com os cobradores de impostos e pecadores?"

    Jesus ouviu a pergunta e respondeu:
    "Aqueles que têm saúde não precisam de médico,
    mas sim os doentes.

    Aprendei, pois, o que significa:
    'Quero misericórdia e não sacrifício'.
    De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores".

    “Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus mais que os holocaustos" (Os 6, 6). Trata-se de uma palavra-chave, uma daquelas que se introduzem no coração da Sagrada Escritura. O contexto, no qual Jesus a utiliza, é a vocação de Mateus, cuja profissão é "publicano", ou seja cobrador de impostos da parte das autoridades imperiais romanas: por isso mesmo, ele era considerado pelos judeus um pecador público. Chamando-o precisamente quando estava sentado no banco dos impostos, esta cena foi bem ilustrada através de um celebérrimo quadro de Caravaggio, Jesus apresentou-se na sua casa com os discípulos e pôs-se à mesa com outros publicanos. Aos fariseus escandalizados responde: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. (...) Porque não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9, 12-13). O evangelista Mateus, sempre atento ao elo entre o Antigo e o Novo Testamento, a este ponto põe na boca de Jesus a profecia de Oseias: "Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’". Esta palavra de Deus chegou-nos, através dos Evangelhos, como uma das sínteses de toda a mensagem cristã: a verdadeira religião consiste no amor a Deus e ao próximo. Isto é o que dá valor ao culto e à prática dos preceitos. (Papa Bento XVI, Angelus de 8 de junho de 2008)

  • Evangelho e palavra do dia 20 setembro 2026

    Primeira Leitura

    Leitura do Livro do Profeta Isaías

    55,6-9

    Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado;
    invocai-o, enquanto ele está perto.

    Abandone o ímpio seu caminho,
    e o homem injusto, suas maquinações;
    volte para o Senhor, que terá piedade dele,
    volte para nosso Deus, que é generoso no perdão.

    Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos,
    e vossos caminhos não são como os meus caminhos, 

    diz o Senhor.

    Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos
    e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos,
    quanto está o céu acima da terra.

     

    Segunda Leitura 

    Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

    1,20c-24.27a

    Irmãos:

    Cristo vai ser glorificado no meu corpo,
    seja pela minha vida, seja pela minha morte.

    Pois, para mim, o viver é Cristo
    e o morrer é lucro.

    Entretanto, se o viver na carne significa
    que meu trabalho será frutuoso,
    neste caso, não sei o que escolher.

    Sinto-me atraído para os dois lados:
    tenho o desejo de partir, para estar com Cristo
    — o que para mim seria de longe o melhor —

    mas para vós é mais necessário
    que eu continue minha vida neste mundo.

    Só uma coisa importa:
    vivei à altura do Evangelho de Cristo.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus

    20,1-16a

    Naquele tempo,
    Jesus contou esta parábola a seus discípulos:

    "O Reino dos Céus é como a história do patrão
    que saiu de madrugada
    para contratar trabalhadores para a sua vinha.

    Combinou com os trabalhadores 

    uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha.

    Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo,
    viu outros que estavam na praça, desocupados,

    e lhes disse: 

    'Ide também vós para a minha vinha!
    E eu vos pagarei o que for justo'.

    E eles foram. 

    O patrão saiu de novo ao meio-dia
    e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa.

    Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde,
    encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse:
    'Por que estais aí o dia inteiro desocupados?'

    Eles responderam:

    'Porque ninguém nos contratou'.
    O patrão lhes disse:
    'Ide vós também para a minha vinha'.

    Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador:
    'Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos,
    começando pelos últimos até os primeiros!'

    Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde
    e cada um recebeu uma moeda de prata.

    Em seguida vieram os que foram contratados primeiro,
    e pensavam que iam receber mais.
    Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.

    Ao receberem o pagamento,
    começaram a resmungar contra o patrão:

    'Estes últimos trabalharam uma hora só,
    e tu os igualaste a nós,
    que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro'.

    Então o patrão disse a um deles:
    'Amigo, eu não fui injusto contigo.
    Não combinamos uma moeda de prata?

    Toma o que é teu e volta para casa!
    Eu quero dar a este que foi contratado por último
    o mesmo que dei a ti.

    Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero
    com aquilo que me pertence?
    Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?'

    Assim, os últimos serão os primeiros,
    e os primeiros serão os últimos".
    Palavra da Salvação.

    Os trabalhadores que permaneceram na praça do mercado provavelmente tinham perdido toda a esperança. Aquele dia tinha sido em vão. E, no entanto, alguém ainda acreditou neles. Que sentido tem chamar operários só para a última hora do dia de trabalho? Que sentido tem ir trabalhar apenas uma hora? Contudo, até quando nos parece que podemos fazer pouco na vida, vale sempre a pena. Há sempre a possibilidade de encontrar um sentido, pois Deus ama a nossa vida! Eis que a originalidade deste dono se vê também no fim do dia, na hora do pagamento. (...) Para o dono da vinha, isto é, para Deus, é justo que cada um tenha o necessário para viver. Ele chamou pessoalmente os trabalhadores, conhece a sua dignidade e quer pagar-lhes com base nela. E dá a todos um denário. A história diz que os trabalhadores da primeira hora ficam desiludidos: não conseguem ver a beleza do gesto do dono, que não foi injusto, mas simplesmente generoso, não considerou apenas o mérito, mas também a necessidade. Deus quer dar a todos o seu Reino, ou seja, a vida plena, eterna e feliz. E é o que Jesus faz em relação a nós: não faz classificações, dá tudo de Si mesmo a quantos lhe abrem o coração! (Papa Leão XIV, Audiência geral de 4 de junho de 2025)

  • Evangelho e palavra do dia 19 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    15,35-37.42-49

    Irmãos,

    alguém perguntará?
    Como ressuscitam os mortos?

    Insensato!
    O que semeias, não nasce sem antes morrer.

    E, quando semeias,
    não semeias o corpo da planta, que há de nascer,
    mas o simples grão, como o de trigo,
    ou de alguma outra planta.

    Pois assim será também a ressurreição dos mortos.
    Semeia-se em corrupção 

    e ressuscita-se em incorrupção.

    Semeia-se em ignomínia, 

    e ressuscita-se em glória.
    Semeia-se em fraqueza, 

    e ressuscita-se em vigor.

    Semeia-se um corpo animal,
    e ressuscita-se um corpo espiritual.
    Se há um corpo animal, 

    há também um espiritual.

    Por isso está escrito:
    o primeiro homem, Adão, "foi um ser vivo".
    O segundo Adão é um espírito vivificante.

    Veio primeiro não o homem espiritual,
    mas o homem natural;
    depois é que veio o homem espiritual.

    O primeiro homem, 

    tirado da terra, é terrestre;
    o segundo homem vem do céu.

    Como foi o homem terrestre,

    assim também são as pessoas terrestres;
    e como é o homem celeste,
    assim também vão ser as pessoas celestes.

    E como já refletimos a imagem do homem terrestre,
    assim também refletiremos a imagem do homem celeste.
    Palavra do Senhor.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    8,4-15

    Naquele tempo,

    reuniu-se uma grande multidão,
    e de todas as cidades iam ter com Jesus.
    Então ele contou esta parábola:

    "O semeador saiu para semear a sua semente.
    Enquanto semeava, 

    uma parte caiu à beira do caminho;
    foi pisada e os pássaros do céu a comeram.

    Outra parte caiu sobre pedras;
    brotou e secou, porque não havia umidade.

    Outra parte caiu no meio de espinhos;
    os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram.

    Outra parte caiu em terra boa;
    brotou e deu fruto, cem por um".
    Dizendo isso, Jesus exclamou:
    "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".

    Os discípulos lhe perguntaram
    o significado dessa parábola.

    Jesus respondeu:
    "A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus.
    Mas aos outros, só por meio de parábolas,
    para que olhando não vejam,
    e ouvindo não compreendam.

    A parábola quer dizer o seguinte:
    A semente é a Palavra de Deus.

    Os que estão à beira do caminho

    são aqueles que ouviram,
    mas, depois, vem o diabo
    e tira a Palavra do coração deles,
    para que não acreditem e não se salvem.

    Os que estão sobre a pedra
    são aqueles que, ouvindo, 

    acolhem a Palavra com alegria.
    Mas eles não têm raiz: 

    por um momento acreditam;
    mas na hora da tentação voltam atrás.

    Aquilo que caiu entre os espinhos
    são os que ouvem, mas, com o passar do tempo,
    são sufocados pelas preocupações,
    pela riqueza e pelos prazeres da vida,
    e não chegam a amadurecer.

    E o que caiu em terra boa

    são aqueles que, 

    ouvindo com um coração bom e generoso,
    conservam a Palavra, 

    e dão fruto na perseverança".

    A do semeador é um pouco a “mãe” de todas as parábolas, porque fala da escura da Palavra. Lembra-nos que ela é uma semente fecunda e eficaz; e Deus espalha-a por toda a parte com generosidade, sem se preocupar com o desperdício. Assim é o coração de Deus! Cada um de nós é um solo onde cai a semente da Palavra, sem excluir ninguém! A Palavra é dada a cada um de nós. Podemos perguntar-nos: que tipo de terreno sou eu? Pareço-me com o caminho, com o solo pedregoso, com os arbustos? Mas, se quisermos, com a graça de Deus, podemos tornar-nos terreno fértil, lavrado e cultivado com cuidado, para que a semente da Palavra amadureça. Já está presente nos nosso coração, mas fazê-la frutificar depende de nós, depende do acolhimento que reservarmos a esta semente. Muitas vezes somos distraídos por demasiados interesses, por inúmeras solicitações, e é difícil distinguir entre tantas vozes e tantas palavras, a do Senhor, a única que nos torna livres. Por isso, é importante habituar-nos a ouvir a Palavra de Deus, a lê-la. E volto, uma vez mais, a este conselho: tende sempre convosco um pequeno Evangelho, uma edição de bolso do Evangelho, no bolso, na bolsa... E assim, lede um pequeno trecho todos os dias, para vos habituardes a ler a Palavra de Deus e a compreender bem que semente Deus vos oferece e a pensar com que solo a recebeis. (Papa Francisco, Angelus de 12 de julho de 2020)

  • Evangelho e palavra do dia 18 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    15,12-20

    Irmãos,

    se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos,
    como podem alguns dizer entre vós
    que não há ressurreição dos mortos?

    Se não há ressurreição dos mortos,

    então Cristo não ressuscitou.

    E se Cristo não ressuscitou,
    a nossa pregação é vã
    e a vossa fé é vã também.

    Nesse caso, nós seríamos

    testemunhas mentirosas de Deus,
    porque teríamos atestado - contra Deus -
    que ele ressuscitou Cristo,
    quando, de fato, ele não o teria ressuscitado
    - se é verdade que os mortos não ressuscitam.

    Pois, se os mortos não ressuscitam,
    então Cristo também não ressuscitou.

    E se Cristo não ressuscitou,
    a vossa fé não tem nenhum valor
    e ainda estais nos vossos pecados.

    Então, também os que morreram em Cristo pereceram.

    Se é para esta vida
    que pusemos a nossa esperança em Cristo,
    nós somos - de todos os homens -
    os mais dignos de compaixão.

    Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos
    como primícias dos que morreram.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    8,1-3

    Naquele tempo,

    Jesus andava por cidades e povoados,
    pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus.
    Os doze iam com ele;

    e também algumas mulheres
    que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças:
    Maria, chamada Madalena, 

    da qual tinham saído sete demônios;

    Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes;

    Susana, e várias outras mulheres
    que ajudavam a Jesus e aos discípulos
    com os bens que possuíam.

    Jesus (...) escolheu entre os seus discípulos doze homens como Pais do novo Israel, escolheu-os para "estarem com Ele e para os enviar a pregar". Este fato é evidente mas, além dos Doze, colunas da Igreja, pais do novo Povo de Deus, são escolhidas no número dos discípulos também muitas mulheres. (...) Em primeiro lugar, o pensamento dirige-se naturalmente à Virgem Maria que, com a sua fé e a sua obra materna, colaborou de modo único para a nossa Redenção (...) Há depois várias mulheres, que a diversos títulos gravitam em volta da figura de Jesus, com funções de responsabilidade. São exemplo eloquente disto as mulheres que seguiam Jesus para o assistir com os seus bens e das quais Lucas nos transmite alguns nomes: Maria de Magdala, Joana, Susana e "muitas outras" (cf. Lc 8, 2-3) (...) Também no âmbito da Igreja primitiva a presença feminina não é de modo algum secundária. (...) A história do cristianismo teria tido um desenvolvimento muito diferente, se não houvesse a generosa contribuição de muitas mulheres. Por isso (...) “a Igreja rende graças por todas e cada uma das mulheres”. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 14 de fevereiro de 2007)

  • Evangelho e palavra do dia 17 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    15,1-11

    Irmãos, quero lembrar-vos
    o evangelho que vos preguei e que recebestes,
    e no qual estais firmes.

    Por ele sois salvos,
    se o estais guardando
    tal qual ele vos foi pregado por mim.
    De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão.

    Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar,
    aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber:
    que Cristo morreu por nossos pecados,
    segundo as Escrituras;

    que foi sepultado;
    que, ao terceiro dia, ressuscitou,
    segundo as Escrituras;

    e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze.

    Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez.
    Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram.

    Depois, apareceu a Tiago
    e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos.

    Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo.

    Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos,

    nem mereço o nome de apóstolo,
    porque persegui a Igreja de Deus.

    É pela graça de Deus que eu sou o que sou.

    Sua graça para comigo não foi estéril:
    a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos
    – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo.

    É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado

    e é isso o que crestes.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    7,36-50

    Naquele tempo,

    um fariseu convidou Jesus 

    para uma refeição em sua casa.
    Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.

    Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora,

    soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu.
    Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume,

    e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus;
    com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés,
    enxugava-os com os cabelos,
    cobria-os de beijos e os ungia com o perfume.

    Vendo isso, o fariseu que o havia convidado
    ficou pensando:
    "Se este homem fosse um profeta,
    saberia que tipo de mulher está tocando nele,
    pois é uma pecadora".

    Jesus disse então ao fariseu:
    "Simão, tenho uma coisa para te dizer".
    Simão respondeu: 

    "Fala, mestre!"

    "Certo credor tinha dois devedores;
    um lhe devia quinhentas moedas de prata, 

    o outro cinquenta.

    Como não tivessem com que pagar, 

    o homem perdoou os dois.
    Qual deles o amará mais?"

    Simão respondeu:
    "Acho que é aquele ao qual perdoou mais".
    Jesus lhe disse:
    "Tu julgaste corretamente".

    Então Jesus virou-se para a mulher 

    e disse a Simão:
    "Estás vendo esta mulher?
    Quando entrei em tua casa,
    tu não me ofereceste água para lavar os pés;
    ela, porém, banhou meus pés com lágrimas
    e enxugou-os com os cabelos.

    Tu não me deste o beijo de saudação;
    ela, porém, desde que entrei, 

    não parou de beijar meus pés.

    Tu não derramaste óleo na minha cabeça;
    ela, porém, ungiu meus pés com perfume.

    Por esta razão, eu te declaro:
    os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados
    porque ela mostrou muito amor.
    Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor".

    E Jesus disse à mulher:
    "Teus pecados estão perdoados".

    Então, os convidados começaram a pensar:
    "Quem é este que até perdoa pecados?"

    Mas Jesus disse à mulher:
    "Tua fé te salvou. Vai em paz!"

    Jesus costumava aceitar os convites para comer à mesa não apenas por parte dos 'publicanos', mas também dos 'fariseus', que eram os seus mais ardorosos adversários. Lemos isso, por exemplo, em Lucas: 'Um dos fariseus convidou-o a comer com ele. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa' (Lc 7, 36). (...) Durante essa refeição ocorre um fato que lança ainda uma nova luz sobre o comportamento de Jesus em relação à pobre humanidade, composta de tantos “pecadores” que os supostos “justos” desprezam e condenam. Eis que uma mulher conhecida na cidade como pecadora estava entre os presentes e, chorando, beijava os pés de Jesus e os ungia com óleo perfumado. Nasce então um diálogo entre Jesus e o dono da casa, no decorrer do qual Jesus estabelece uma ligação essencial entre a remissão dos pecados e o amor inspirado pela fé: “Seus numerosos pecados lhe estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor . . .”. Depois disse a ela: “Teus pecados te são perdoados . . . Tua fé te salvou; vai em paz!”. (...) Jesus atuava no espírito de um grande amor pelo homem, com base na profunda solidariedade que nutria em si por quem havia sido criado por Deus à sua imagem e semelhança. Em que consiste essa solidariedade? Ela é a manifestação do amor que tem a sua fonte no próprio Deus. O Filho de Deus veio ao mundo para revelar esse amor. (Papa João Paulo II, Audiência Geral de 10 de fevereiro de 1988)

  • Evangelho e palavra do dia 16 setembro 2026

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

    12,31-13,13

    Irmãos,

    Aspirai aos dons mais elevados.

    Eu vou ainda mostrar-vos 

    um caminho incomparavelmente superior.

    Se eu falasse todas as línguas,
    as dos homens e as dos anjos,
    mas não tivesse caridade,
    eu seria como um bronze que soa
    ou um címbalo que retine.

    Se eu tivesse o dom da profecia,
    se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
    se tivesse toda a fé, 

    a ponto de transportar montanhas,
    mas se não tivesse caridade,
    eu não seria nada.

    Se eu gastasse todos os meus bens
    para sustento dos pobres,
    se entregasse o meu corpo às chamas,
    mas não tivesse caridade,
    isso de nada me serviria.

    A caridade é paciente, é benigna;
    não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece;

    não faz nada de inconveniente, não é interesseira,
    não se encoleriza, não guarda rancor;

    não se alegra com a iniquidade,

    mas regozija-se com a verdade.

    Suporta tudo, crê tudo,
    espera tudo, desculpa tudo.

    A caridade não acabará nunca.
    As profecias desaparecerão,
    as línguas cessarão,
    a ciência desaparecerá.

    Com efeito, o nosso conhecimento é limitado

    e a nossa profecia é imperfeita.

    Mas, quando vier o que é perfeito,
    desaparecerá o que é imperfeito.

    Quando eu era criança, falava como criança,
    pensava como criança, raciocinava como criança.
    Quando me tornei adulto,
    rejeitei o que era próprio de criança.

    Agora nós vemos num espelho, confusamente,
    mas, então, veremos face a face.
    Agora, conheço apenas de modo imperfeito,
    mas, então, conhecerei como sou conhecido.

    Atualmente permanecem estas três coisas:
    fé, esperança, caridade.
    Mas a maior delas é a caridade.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

    7,31-35

    Naquele tempo, disse Jesus:

    "Com quem hei de comparar os homens desta geração?
    Com quem eles se parecem?

    São como crianças que se sentam nas praças,
    e se dirigem aos colegas, dizendo:
    'Tocamos flauta para vós e não dançastes;
    fizemos lamentações e não chorastes!'

    Pois veio João Batista, 

    que não comia pão nem bebia vinho,
    e vós dissestes:
    'Ele está com um demônio!'

    Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis:
    'Ele é um comilão e beberrão,
    amigo dos publicanos e dos pecadores!'

    Mas a sabedoria foi justificada
    por todos os seus filhos".

    É precisamente a classe dirigente que fecha as portas ao modo como Deus nos quer salvar. Neste sentido compreendem-se os diálogos fortes de Jesus com a classe dirigente do seu tempo: discutem, o colocam à prova, armam ciladas para ver se ele cai, porque é a resistência à salvação. Jesus lhes diz: ‘Não entendo vocês! São como crianças sentadas numa praça, a se desafiarem mutuamente: nós vos tocamos flauta, mas não dançastes; nós entoamos lamentações, mas não chorastes. O que quereis?’; ‘Queremos a nossa: queremos a salvação, mas à nossa maneira!’. É sempre esse fechamento ao modo de Deus. (...) Eles não acreditam na misericórdia e no perdão: acreditam nos sacrifícios. ‘Misericórdia quero, não sacrifícios’. Acreditam em tudo organizado, bem arrumado, tudo claro. Este é o drama da resistência à salvação. Nós também, cada um de nós tem esse drama dentro de si. Mas nos fará bem nos questionar: (...) Penso que Jesus é o Mestre que ensina a salvação, ou vou procurar um guru que me ensine outra? Um caminho mais seguro, ou refugio-me debaixo do teto das prescrições e dos muitos mandamentos feitos por homens? Assim sinto-me seguro e, com essa — é um pouco duro dizer isso — segurança, compro a minha salvação, que Jesus dá gratuitamente com a gratuidade de Deus? Hoje nos fará bem refletirmos sobre essas perguntas. E a última: eu resisto à salvação de Jesus?. (Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 3 de outubro de 2014)

  • Evangelho e palavra do dia 15 setembro 2026

    Leitura da Carta aos Hebreus

    5,7-9

    Cristo, nos dias de sua vida terrestre,
    dirigiu preces e súplicas,
    com forte clamor e lágrimas,
    àquele que era capaz de salvá-lo da morte.
    E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.

    Mesmo sendo Filho,
    aprendeu o que significa a obediência a Deus
    por aquilo que ele sofreu.

    Mas, na consumação de sua vida,
    tornou-se causa de salvação eterna
    para todos os que lhe obedecem.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

    19,25-27

    Naquele tempo,

    perto da cruz de Jesus, estavam de pé
    a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas,
    e Maria Madalena.

    Jesus, ao ver sua mãe
    e, ao lado dela, o discípulo que ele amava,
    disse à mãe:
    "Mulher, este é o teu filho".

    Depois disse ao discípulo:
    "Esta é a tua mãe".
    Daquela hora em diante,
    o discípulo a acolheu consigo.

    João, o único dos Doze que estava presente no Calvário, viu e testemunhou que, aos pés da cruz, estava a mãe de Jesus, junto às outras mulheres (v. 25). E ouviu com os seus próprios ouvidos as últimas palavras do Mestre, entre as quais estas: «Mulher, eis o teu filho!», e depois, dirigidas a ele: «Eis a tua mãe!» (v. 26-27). A maternidade de Maria, através do mistério da Cruz, deu um salto impensável: a mãe de Jesus tornou-se a nova Eva, porque o Filho a associou à sua morte redentora, fonte de vida nova e eterna para cada homem que vem a este mundo. (…) A fecundidade da Igreja é a mesma fecundidade de Maria; e realiza-se na existência dos seus membros na medida em que eles revivem, em menor dimensão, o que a Mãe viveu, isto é, amam segundo o amor de Jesus. Toda a fecundidade da Igreja (...) depende da Cruz de Cristo. Caso contrário, é só aparência, se não pior. Um grande teólogo contemporâneo escreveu: “Se a Igreja é a árvore que cresceu do pequeno grão de mostarda da cruz, esta árvore está destinada a produzir por sua vez grãos de mostarda, e portanto frutos que repetem a forma da cruz, porque é precisamente à cruz que estes grãos devem a sua existência” (H.U. von Balthasar, Cordula ovverosia il caso serio, Queriniana:Brescia, 1969, pp. 45-46). (Papa Leão XIV, Homilia de 9 de junho de 2025)

  • Evangelho e palavra do dia 14 setembro 2026

    Leitura do Livro dos Números

    21,4b-9

    Naqueles dias,

    os filhos de Israel partiram do monte Hor,
    pelo caminho que leva ao mar Vermelho,
    para contornarem o país de Edom.
    Durante a viagem o povo começou a impacientar-se,

    e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, 

    dizendo:
    "Por que nos fizestes sair do Egito
    para morrermos no deserto?
    Não há pão, falta água,
    e já estamos com nojo desse alimento miserável".

    Então o Senhor mandou contra o povo
    serpentes venenosas,
    que os mordiam;
    e morreu muita gente em Israel.

    O povo foi ter com Moisés e disse:
    "Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti.
    Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes".
    Moisés intercedeu pelo povo,

    e o Senhor respondeu:

    "Faze uma serpente de bronze
    e coloca-a como sinal sobre uma haste;
    aquele que for mordido e olhar para ela, viverá".

    Moisés fez, pois, uma serpente de bronze
    e colocou-a como sinal sobre uma haste.
    Quando alguém era mordido por uma serpente,
    e olhava para a serpente de bronze,
    ficava curado.

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

    3,13-17

    Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:

    "Ninguém subiu ao céu,
    a não ser aquele que desceu do céu,
    o Filho do Homem.

    Do mesmo modo
    como Moisés levantou a serpente no deserto,
    assim é necessário
    que o Filho do Homem seja levantado,

    para que todos os que nele crerem
    tenham a vida eterna.

    Pois Deus amou tanto o mundo,
    que deu o seu Filho unigênito,
    para que não morra todo o que nele crer,
    mas tenha a vida eterna.

    De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo
    para condenar o mundo,
    mas para que o mundo seja salvo por ele".

    “Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja elevado, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3, 14-15). A referência é ao episódio em que, durante o êxodo do Egito, os judeus foram atacados por serpentes venenosos, e muitos morreram; então, Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de bronze e que a pusesse sobre um poste: se alguém fosse mordido pelas serpentes, olhando para a serpente de bronze, ficava curado (cf. Nm 21, 4-9). Também Jesus será elevado sobre a Cruz, para que quem quer que esteja em perigo de morte por causa do pecado, dirigindo-se com fé a Ele, que morreu por nós, seja salvo. «Com efeito, Deus – escreve são João – não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3, 17). (...) Portanto, se é infinito o amor misericordioso de Deus, que chegou a ponto de dar o seu único Filho em resgate pela nossa vida, grande é inclusive a nossa responsabilidade: com efeito, cada um deve reconhecer que está enfermo, para poder ser curado; cada um deve confessar o próprio pecado, para que o perdão de Deus, já conferido na Cruz, possa ter efeito no seu coração e na sua vida. (...) Às vezes o homem gosta mais das trevas do que da luz, porque está apegados aos seus pecados. Mas só abrindo-se à luz, só confessando sinceramente as suas culpas a Deus, encontrará a paz verdadeira, a alegria autêntica. (Papa Bento XVI, Angelus de 18 de março de 2012)


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